Mente inventa amor, O corpo, não!

Minha mente inventa amor mas meu corpo, não.
Nada de amor quero inventar sozinha, como não quero um corpo magro, ressentido sem carícias. Prefiro o desmanche de tudo que provocas.
Ouço "vamos com calma", do mesmo que me acelera.
Confusa, lembro a mim que minha calma é plena de sentir, beijar, acoplar, dormir
Mas é em mim.
No outro, é outro jogo.
Eu não sei dançar bem esse carteado de homem caloso.
Sou dança espontânea com pés descalços.
Voce vem, eu danço também.
Voce vai, eu danço mais.
Foto de Isadora Ducan