Canta
Canta logo pois a noite é vinda e eu não quero sozinha procurar os sons.
Garrafas quebradas jogadas na trilha sempre me cortam e eu até gostava.
Não mais.
Não mais.
Rompe
Rompe os limites e ousa rasgar meu avesso mas não fale meu nome nem o escreva no seu diário dourado. Inventa-me como as outras.
Sou amiga do vento
Rasga
Rasga o vestido preto desgastado pela economia no preço barato da sedução. Meu corpo antigo nu, amolece nos giros e assim segue por noites.
No sol, dormir
No sol, dormir
Amolece
Amolece minhas travas deslizando na ferrugem, sem quebrar. Muda a marcha e me leva adiante. Se no caminho eu não te quiser mais, direi não e ainda assim será bom.
Muito bom.
Muito bom.
Trava
Trava essa honestidade convincente e as mentiras que terás que inventar e tira rápido os meus sapatos bonitos enquanto dirige. Me beija o pescoço, faça o impossível.
I need some satisfaction!
I need some satisfaction!
Inventa
Inventa uma estrada que nunca existirá e se arrisque sem falas alongadas. Quero as músicas arranhando no refrão, sem medo de ser ou não ser aquela que nunca soubemos de cor.
Solfejar
Solfejar
Arrisque
Arrisque, arranhe e chega. De todos os blefes o mais confortável sempre foi o de ser anônima, sem nenhum corpo na minha assinatura, apesar dos rastros.
Você nunca existiu e eu não existo.
Então me leva,
Apenas hoje
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